Amostra do DNA detecta como pessoas lidam com o estresse e a pré disposição ao alcoolismo

Exame feio a partir de amostra genética identifica as características físicas, comportamentais e genéticas específicas dos seres humanos.

Quando se ouve a palavra DNA qual a primeira coisa que vem a cabeça? Muitos associam com os famosos testes de paternidade que ficaram populares na TV no início dos anos 2000, mas a verdade é que uma única amostra é capaz de responder muitas perguntas relacionadas às características físicas, comportamentais e genéticas específicas dos seres humanos.

Ciente de todas essas possibilidades, um laboratório brasileiro especializado em genética, oferece no país testes de ancestralidade com o objetivo permitir que cada vez mais pessoas conheçam sua trajetória e possam se conhecer melhor.

“O DNA (sigla em inglês para ácido desoxirribonucleico) é a molécula que fica dentro de praticamente todas as células que compõem nosso corpo, contendo em si toda a informação genética que integra e gerencia cada um de nós. São esses dados que definem e regulam como somos, seja em termos de características físicas, como altura, cor dos olhos e cabelo, em traços de personalidade e predisposição à doenças, ou ainda no controle do metabolismo e funcionamento dos órgãos”, afirma o médico Ricardo di Lazzaro Filho.

Com isso, qualquer pessoa que preza por manter uma saúde estável ou uma velhice com menos incômodos pode encontrar os melhores caminhos para alcançar esse objetivo por meio de testes genéticos adequados que utilizem o DNA para dar perspectivas que auxiliam na prevenção de problemas de saúde, como deficiência de certas vitaminas, propensão a obesidade e diabetes, intolerância a algum tipo de alimento, nível de fotoenvelhecimento e longevidade, tendência à calvície, como melhorar a resistência física e evitar lesões, ganho de massa muscular, performance atlética, sensibilidade ao sol, risco de acne, fome emocional e até a sensibilidade à cafeína.

Questões comportamentais como a maneira de lidar com o stress, o fato de ser uma pessoa mais ativa durante o dia ou à noite, quais os níveis de sociabilidade, impulsividade e a predisposição ao alcoolismo de cada um são mais alguns aspectos apontados pelo DNA, analisando pontos da genômica pessoal.

Além de conhecer um pouco mais sobre si, o DNA ainda conta pouco mais história de cada indivíduo, que pode ser descoberta por meio do teste de ancestralidade e linhagem materna e paterna. “Analisando 700 mil pontos do DNA, é possível acessar o histórico genético de um indivíduo por pelo menos 5 gerações, o que corresponde em média a 400 anos, dando a oportunidade de cada um conhecer um pouco mais de suas origens”, afirma Ricardo.

Como isso é possível?

Embora 99,9% da sequência do DNA humano seja comum entre todos os indivíduos, existem variações que definem as individualidades de cada um. O tipo mais comum de alteração são os chamados SNPs (sigla em inglês para Polimorfismos de Nucleotídeo Único), que consistem em trocas (mutações) de apenas uma das 4 letras que compõem o DNA (A, T, C ou G). Por exemplo, algumas pessoas podem ter uma sequência ATTC enquanto outras têm AGTC: essa troca da letra T por G é um SNP.

“Por meio da técnica chamada microarranjo, que analisa um conjunto de segmentos de DNA de sequência conhecida que determinam as regiões do genoma do indivíduo, conseguimos criar um painel com 700 mil marcadores genéticos do tipo SNPs para identificação das características da pessoa que realiza o teste”, explica Adriana Amorim Torres, analista de pesquisa e desenvolvimento da Genera.

O uso da tecnologia aliada à medicina genética permite, a partir da comparação dessas análises com bancos de dados e evidências obtidas na literatura científica, a identificação de amplas possibilidades de autoconhecimento. O DNA pode dizer muito sobre uma pessoa e essas análises são capazes de oferecer mais do que a experiência de autoconhecimento, uma vez que também contribuem para o entendimento da evolução humana.

Redação Folha Vitória

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