Cadastro para doação de medula óssea deve ser feito até 35 anos

Raquel Melo conta que há três anos foi diagnosticada com leucemia, um tipo de câncer. Como parte do tratamento dependeu da doação de sangue e plaquetas, depois passou por um transplante de medula óssea.

De uma hora para outra, a carioca de 33 anos se viu de doadora a paciente. Para ela, foi importante conhecer a quantidade de pessoas que precisam de doação.

O farmacêutico André Teixeira também passou pela experiência, mas como doador. Após o período de sigilo de 18 meses, ele finalmente conheceu o paciente, um adolescente de 17 anos que graças a ele já estava curado.

Para dar mais segurança nos transplantes de medula óssea, o Ministério da Saúde atualizou as normas do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea, chamado Redome.

O Registro é o terceiro maior do mundo deste tipo, com quase 5 milhões e meio de cadastros. Uma das mudanças se refere ao limite de idade para o cadastro. O doador só pode se cadastrar até os 35 anos. Antes, o doador podia se cadastrar até 55 anos de idade e o cadastro ficava ativo até os 60 anos.

Além da mudança na idade, foi melhorada também a tipagem de cadastro, que vai trazer mais informações do doador, aumentando assim, as chances de compatibilidade.

A médica hematologista Danielli Oliveira, Coordenadora Técnica do Redome diz que as mudanças geram mais segurança nos transplantes. Segundo ela, doadores mais jovens podem ser melhor e mais rápido para o processo de transplantes.

As mudanças incluem, ainda, um aumento de novos cadastros de doadores de medula óssea e uma reorganização na distribuição de cadastramento de doadores em cada Estado.

*Com produção de Daniel Lima.

Edição: Raquel Mariano / Guilherme Strozi

Por *Kariane Costa – Repórter da Rádio Nacional – Brasília

Fonte: Agência Brasil

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