Calor: baixa umidade do ar pode prejudicar a saúde e aumentar risco de AVC

Pouca circulação e acúmulo de poeira traz sérios riscos para o pulmão

Pessoas que trabalham expostas ao sol precisam se hidratar, usar roupas protetoras e chapéus. 

A massa de ar quente assola muitas cidades brasileiras. Em Vitória, os termômetros alcançam os 31ºC, no inverno. Na capital paulista, o calor é ainda mais preocupante: a cidade de São Paulo entrou na quarta-feira, 18, em estado de atenção por baixa umidade do ar. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da Prefeitura, os índices de umidade ficaram abaixo dos 30%, com temperatura máxima de 34°C entre 11 e 14 horas.

A situação é preocupante para a saúde, porque o tempo quente e seco traz sérios riscos. “Há acúmulo de ar quente, o que impede a circulação do ar e a poluição aumenta”, diz Paulo Saldiva, especialista em poluição da Universidade de São Paulo (USP).

“É como andar em estrada de terra. Mecanismos de limpeza dos pulmões ficam menos eficientes”, destacou o especialista, que alerta para os riscos de problemas vasculares. “Como você perde água, o sangue se concentra e o coração tem de trabalhar mais. Por isso aumentam casos de AVC e enfarte”.

Dicas 

É importante beber bastante ´água, tomar sucos naturais, não permanecer muito tempo exposto ao sol ou em ambientes muito fechados, com pouca circulação de ar. A recomendação é que a prática de atividade física seja realizada pela manhã ou no fim da tarde.

Segundo o Climatempo, uma névoa seca se formou e a situação deve se repetir nos próximos dias, com melhora prevista apenas para o fim de semana, quando uma frente fria chega à região sudeste.

Larissa Agnez e Estadão Conteúdo

Redação Folha Vitória

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