Depressão representa 23% dos atendimentos em saúde mental no SUS

A doença ainda é responsável por números expressivos de afastamentos do trabalho

Pessoas com quadro depressivo nem sempre conseguem identificar o distúrbio.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 5,8% dos brasileiros, o que representa aproximadamente 12 milhões de pessoas, sofrem de depressão. Esta é a maior taxa da América Latina e a segunda maior das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos.

A Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, na quinta-feira (7), o Projeto de Lei (PL) 8530/2017, que institui Dia Nacional de Prevenção e Combate à Depressão.

A data será lembrada, anualmente, no dia 15 de setembro. O médico psiquiatra Sérgio Vidigal comenta que é importante discutir e procurar soluções para prevenção e tratamento da doença. “Hoje a depressão é um dos maiores problemas da atualidade e promover a conscientização da população e dos próprios profissionais de saúde sobre a doença que permanece, muitas vezes, negligenciada”, comentou Vidigal.

Alerta

A depressão representa quase um quarto (23%) dos atendimentos ambulatoriais e hospitalares em saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS). As Unidades Básicas de Saúde (UBS) são as principais portas de entrada, que correspondem a 69% dos atendimentos e diagnósticos realizados no Brasil.

A doença ainda é responsável por números expressivos de afastamentos do trabalho. Só em 2016, 75,3 mil trabalhadores foram afastados de suas atividades por causa dessa enfermidade.

Outro fato preocupante é que as pessoas com quadro depressivo nem sempre conseguem identificar o distúrbio. Em alguns casos, sofrem discriminação devido à incompreensão de quem está próximo.

Em estágios mais graves, a depressão também pode resultar no suicídio, principalmente quando não diagnosticada e tratada. Anualmente, 800 mil casos de suicídio são registrados no mundo.

Importante lembrar também que quem sofre com a depressão e não consegue ajuda de profissional de saúde ou, mesmo com risco de suicídio, pode buscar apoio em outros locais. Trata-se de conversas com os voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo número 141.

Redação Folha Vitória

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