Físico cria tratamento portátil contra a fibromialgia

Chamado de home care, o tratamento pode ser feito em casa, pelo próprio paciente

O aparelho ainda está em processo de desenvolvimento e não há previsão de lançamento, mas foi criado pelo físico e professor Vanderlei Bagnato, do grupo de pesquisadores do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP).  O tratamento Foto Sônico é realizado a partir de um equipamento, considerado pioneiro no mundo, que realiza a aplicação conjugada de ultrassom e laser terapêutico, de baixa intensidade contra a fibromialgia.

O aparelho é portátil para e poderá ser utilizado em casa como coadjuvante no combate aos sintomas da doença. Em entrevista para o Portal R7, o pesquisador disse, que é algo que a pessoa possa levar para casa, o chamado home care.

De acordo com o pesquisador, o tratamento Foto Sônico melhora o sintomas e esse outro aparelho vai complementar, fazer a manutenção e dar continuidade a esse bem-estar.

Como será utilizado? 

A ideia é que este aparelho tenha papel e resultado similar ao proporcionado por atividades como o pilates e a massagem contra os sintomas da doença, promovendo o relaxamento, segundo o pesquisador. “Trata-se de um aparelho no qual a própria pessoa pode se massagear nos pontos que melhoram consideravelmente as suas condições”, afirma.

A aplicação do ultrassom e do laser conjugados potencializa a ação anti-inflamatória de ambos os recursos, promovendo o equilíbrio no organismo e, por consequência, controlando a dor, de acordo com o físico.

O tratamento tradicional, que é a fisioterapia, é realizada nos locais da dor, chamados de pontos gatilho. Já o tratamento Foto Sônico é aplicado em toda a palma da mão, sendo apenas 3 minutos em cada uma, de três a quadro vezes por semana. São necessárias dez sessões.

Bagnato explica que pacientes com fibromialgia contêm um número maior de células sensoriais nas mãos do que as pessoas sem a doença. As palmas das mãos são utilizadas como porta de entrada para o tratamento.

“Estamos estudando agora quando deve ser o segundo lote de aplicação, ou seja, depois de quanto tempo é preciso repetir o processo”, completa. Até o momento, observou-se que os efeitos duram pelo menos dois meses.

Fonte: Portal R7

Redação Folha Vitória

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