PM fecha fábrica clandestina de álcool em gel em Campos

Divulgação/PM
Uma fábrica clandestina de álcool em gel foi fechada pela Polícia Militar, na tarde desta quinta-feira (19), na estrada de Brejo Grande, em Campos. Um químico foi detido durante a ação e encaminhado para a delegacia. De acordo com as investigações, o homem teria assumido que estaria utilizando as dependências da empresa onde trabalhava escondido, para produzir o material que era vendido na internet.
Segundo a PM, o suspeito atuava sozinho e os donos do estabelecimento não tinham conhecimento do fato. Ele comercializava os produtos, em embalagens de 1,5 litros no mercado livre. O valor de venda de cada unidade não havia sido apurado, pois o anúncio no site foi retirado há cerca de uma semana já que, segundo o próprio suspeito, ele não estaria encontrando o material necessário para transformação de etanol em álcool em gel.
As investigações apontam que ele iniciou as atividades no início do mê de março, quando o temor quase generalizado por conta de suspeita de casos de coronavírus provocou uma correria da população às farmácias e drogarias e o produto começou a sumir das prateleiras em alguns estabelecimentos.
Várias encomendas lacradas e prontas para a entrega foram apreendidas, inclusive com destinatários em vários lugares do país, como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. No local, foram apreendidos 13 caixas etiquetadas para despacho pelos Correios, aproximadamente 25 litros de álcool em gel prontos para serem envasados, um liquidificador, carbopol para mistura com álcool, etiquetas, comprovantes de vendas do mercado livre e garrafas de água mineral. O computador e o celular do suspeito também foram apreendidos na ação.
O suspeito foi encaminhado para 146ª Delegacia de Polícia (Campos-Guarus), onde prestou depoimento. Segundo as autoridades policiais, ele irá responder por executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização, permissão, concessão ou licença, crime definido na legislação ambiental que prevê pena de detenção, de seis meses a um ano, e multa, mas outras circunstâncias ainda estão sendo apuradas.

POR CAMILLA SILVA E CATARINE BARRETO 19/03/2020 17:51 – ATUALIZADO EM 19/03/2020 20:18

Fonte: Folha1

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