Presidente da Acisg defende mudanças no trânsito de Guaçuí

Basta uma pequena volta por Guaçuí para notar que a cidade, conhecida como Pérola do Caparaó, se desenvolveu e ganhou, nos últimos anos, um número expressivo de carros e motos circulando por seu perímetro urbano.

 

Essa quantidade de veículos se deve também ao crescimento comercial e a importante posição que o município ocupa dentro da região turística do Caparaó, recebendo nos últimos anos eventos importantes como a Feira de Negócios e o Festival de Inverno de Guaçuí.

Além disso, a cidade tem se destacado como polo de saúde, recebendo semanalmente carros com pacientes de outros municípios que buscam atendimento na Santa Casa de Misericórdia e nas clínicas de especialidades médicas. Esses veículos também circulam e ocupam vagas pela cidade.

E é justamente por observar esses movimentos urbanísticos é que o atual presidente da Associação comercial, industrial, de serviços e agroindústria de Guaçuí (Acisg) Elias Carvalho Soares, está propondo alterações no trânsito local.

 

Elias, que está em seu primeiro ano à frente da associação, garante que a maioria dos comerciantes guaçuienses e membros de entidades da sociedade civil organizada o apoiam nas mudanças que foram apresentadas à municipalidade, em reunião na última quinta (14) com o prefeito Marcos Luiz Jauhar.

Propostas

O empresário e presidente da associação defende que, primeiramente, uma das ciclovias seja desativada, voltando a ser via para trânsito normal e que a circulação de bicicletas seja feita apenas em uma faixa. “As ciclovias que foram feitas são largas demais e em alguns trechos até desproporcionais, prejudicando a circulação dos carros”, afirma.

 

Foto: Aquinoticias.com

Outra situação comum é que mesmo tendo espaço de sobra, alguns ciclistas insistem em não andar nem na ciclovia de baixo, nem na de cima, da principal avenida que corta a cidade, o que mostra que o espaço é mal aproveitado, faltando conscientização. Elias também sugere que após a alteração na ciclovia, sejam ampliadas as vagas de motos e se adote o estacionamento em 45 graus para carros.

“JÁ TEMOS OUTRAS CIDADES NO BRASIL, POR EXEMPLO, MANHUAÇU E MANHUMIRIM, EM MINAS GERAIS, QUE CONSEGUIRAM DOBRAR A QUANTIDADE DE VAGAS IMPLANTANDO O MODELO DE 45 GRAUS, QUE ACABOU BENEFICIANDO TODO O COMÉRCIO”, DISSE.

Matemático defende proposta

O professor e matemático David Percy da Universidade de Salford, na Inglaterra, afirma que “para um estacionamento grande, um ângulo de 45 graus leva a uma economia de eficiência de 23%. Você também precisa alterar menos a direção do seu trajeto, fazendo com que seja mais fácil entrar na vaga, e mais seguro sair dela.”

“COM UM LAYOUT DIAGONAL, AS VAGAS DOS DOIS LADOS ESTÃO INCLINADAS NA SUA DIREÇÃO. ISSO REQUER UMA ADAPTAÇÃO MENOR DO TRAJETO E A FAIXA DE ACESSO PODE SER MAIS ESTREITA, PERMITINDO ENCAIXAR MAIS VAGAS NO MESMO ESPAÇO”, AFIRMA PERCY.

Por fim, Elias Carvalho, que também é diretor presidente do Grupo Folha do Caparaó, reitera que a intenção não é prejudicar os ciclistas, pelo contrário. “Uma das ideias para apoiar o segmento é propor a instalação de bicicletários públicos com segurança adequada, evitando furtos das bicicletas e evitando que o usuário deixe-as nos postes e calçadas, dificultando a baliza dos carros”, comenta.

Já aos motociclistas, Elias pede bom senso. “Se a quantidade de vagas para motos for ampliada, será preciso respeitar os espaços destinados aos carros, pois às mudanças são para ajudar a comunidade e não apenas um grupo específico. Vamos também cobrar uma fiscalização mais rígida dos órgãos competentes para quem insistir em parar em local inapropriado.”

Fonte: Aqui Notícias

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Error