‘Santa Dulce dos Pobres’: freira baiana passa a ser reconhecida como bem-aventurada pela Igreja Católica. Conheça os outros santos do Brasil

Irmã Dulce será a 37ª pessoa que morou no Brasil a ser canonizada

Santa Dulce dos Pobres. A partir deste domingo (13), o nome da freira baiana que dedicou a vida para ajudar aqueles que mais precisavam passa a ser reconhecido como bem-aventurada pela Igreja Católica.

Ela será a 37ª pessoa que morou no Brasil a ser canonizada. A lista ainda conta com nomes como o Padre Anchieta, que viveu no Espírito Santo e também já é reconhecido com santo.

O Brasil é considerado o país de maior população católica do mundo, com 126.7 milhões de fiéis desde a última pesquisa do IBGE (o que significa 65% da população brasileira e 11,7% do catolicismo no mundo).

Conheça os outros santos brasileiros:

São José de Anchieta

Foto: Reprodução

Um dos mais importantes nomes ligados à Igreja Católica, o padre jesuíta, nascido na Espanha, foi declarado santo em 2014, pelo papa Francisco. Em 2015, ele foi reconhecido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como um dos padroeiros do País. Padre Anchieta, como era chamado, foi um dos fundadores da vila que daria origem à cidade de São Paulo. Ele exerceu grande trabalho missionário no Espírito Santo, onde está localizado o Santuário Nacional de São José de Anchieta

Santa Madre Paulina

Foto: Reprodução

Em maio de 2002, a primeira religiosa ser considerada uma santa brasileira foi Amabile Lucia Visintainer (1865-1942), a Madre Paulina. Ela nasceu na Itália, mas passou a maior parte da vida no Brasil, exercendo a missão nos estados de Santa Catarina e São Paulo, onde morreu no bairro do Ipiranga. Sua canonização aconteceu no dia 19 de maio daquele ano. Na cidade catarinense de Nova Trento existe um santuário dedicado à santa.

Mártires do Rio Grande do Sul

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Em 1988, também pelas mãos do papa João Paulo II, três missionários jesuítas ligados ao Paraguai, e mortos em terras brasileiras, foram canonizados. Foram o paraguaio Roque Gonzáles de Santa Cruz (1576-1628), o espanhol Afonso Rodrigues (1598-1628) e o também espanhol Juan de Castillo (1595-1628). Pelo trabalho realizado, eles ficaram conhecidos como os “mártires do Rio Grande do Sul”.

Frei Galvão

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O primeiro santo brasileiro nascido no Brasil foi reconhecido apenas em 2007. Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, ou simplesmente, Santo Frei Galvão, foi canonizado pelo papa Bento XVI, durante uma missa celebrada em São Paulo. O frade da ordem dos Franciscanos, falecido em 1822, é conhecido entre os fiéis pelos relatos de curas milagrosas por meio da fé e das famosas pílulas do Frei Galvão. Um santuário dedicado ao santo está localizado na cidade de Guaratinguetá, no interior de São Paulo.

Mártires de Cunhaú e Uruaçu

Foto: Reprodução

Em 15 de outubro de 2017, o papa Francisco elevou a lista dos santos brasileiros, em uma prática comum de seu pontificado: as canonizações coletivas de grupos. Na ocasião, foram reconhecidos santos, de uma só vez, outros 30 personagens do Brasil. Padre André de Soveral, padre Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e 27 Companheiros são os chamados “mártires de Cunhaú e Uruaçu”. Eles foram vítimas de dois morticínios, realizados em 1645, durante as invasões holandesas ao Brasil. No grupo, além de homens, algumas crianças e uma mulher, que nos registros é reconhecida apenas como a esposa de Manuel Rodrigues Moura. Esta, portanto, é a primeira santa genuinamente brasileira.

Processos de beatificação

Dentre os nomes de pessoas que, possivelmente, serão reconhecidas como santos brasileiros pela Igreja Católica no futuro, está uma criança, um casal e um surfista. Os nomes já possuem número expressivo de fiéis e estão em processos para beatificação ou canonização.

Odetinha, por exemplo, foi uma criança que morreu aos 9 anos de idade. Odette Vidal de Oliveira era filha de comerciantes e faleceu em decorrência da meningite. Segundo relatos, ela rezava o terço diariamente e ia à missa desde muito pequena. A Arquidiocese do Rio conta que a menina manteve a fé até o fim da vida, quando, ao receber a última comunhão, teria dito: “Meu Jesus, meu amor, minha vida, meu tudo”.

Zélia e Jerônimo Magalhães podem se tornar o primeiro casal de santos do Brasil. De família rica, eles são reconhecidos como exemplos de bondade. Um dos atos de Jerônimo seria a desativação da senzala logo após adquirir uma fazenda. Após sua morte, Zélia teria vendido metade de tudo o que tinha para repartir com os pobres.

O mais recente caso é do surfista Guido Schäffer, que faleceu em 2009, aos 34 anos. Filho de um médico e uma dona de casa, ele foi vítima de um afogamento enquanto praticava o surf. Guido era reconhecido pela sua compaixão com os mais necessitados. Formado em medicina, ele atuava voluntariamente em hospitais. Em 2006, resolveu voltar aos estudos. Dessa vez, ingressou em um seminário para se tornar padre. A Arquidiocese do Rio abriu o processo de canonização em 2015, após diversos relatos de graças atribuídas a ele.

Redação Folha Vitória

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