Secretaria diz que médicos devem atender pacientes suspeitos do Covid-19 sem EPI”s

Uma reunião na Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campos (CDL), na noite desta quinta-feira (16), debateu uma possível reabertura gradativa do comércio no município. Na ocasião, durante o encontro, ventilou também a fala da secretária de Saúde, Cintia Ferrini, que durante uma entrevista, a um veículo de comunicação local, afirmou que na eminência da falta de equipamentos de proteção individual (EPI’s), os médicos campistas deveriam atender pacientes com suspeita de coronavírus.

– A gente tem vivido um dia de cada vez. Nós temos feito treinamentos dos profissionais para que sejam conscientizados para saber utilizar com responsabilidade, para que a gente evite o desperdício. A realidade que a gente tem é que existe de fato no país uma possibilidade, dependendo dos aumentos dos casos, da evolução da doença no país e na cidade de Campos de faltar equipamentos. E se faltar? Você vai deixar de atender um paciente? Você vai deixar um paciente vir a óbito pela falta de EPI? –, afirmou a secretária.

Lembrando que Cintia Ferrini não tem formação médica e é administradora de empresas e especialista em Saúde Pública. Ela ocupa o cargo de secretária de Saúde há menos de um mês, após a exoneração do médico Abdu Neme.

Na reunião estava presente a médica Cintia Cordeiro, representante do Conselho Regional de Medicina do Rio do Janeiro. Após o encontro, Cintia Cordeiro fez contato com o promotor de Justiça, Marcelo Lessa. O promotor ressaltou que não permitiria que nenhum médico fosse obrigado a atender sem EPI’s.

“Quero deixar claro, que na minha opinião, o médico só é obrigado a fazer procedimento nos pacientes que possam lhe colocar algum risco potencial se tiverem o equipamento adequado para poder realizar esses procedimentos. Se é sabido que o vírus é altamente transmissível e que é recomendável o uso de EPI pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde, e aquele EPI por alguma razão não está disponível, eu não tenho dúvida que, não tendo EPI, o médico apesar de dever agir, ele não pode agir sem se colocar em risco pessoal”, disse o promotor.

Por fim, Cintia Cordeiro disse que levou o caso ao presidente do Cremerj, que deverá tomar um posicionamento nas próximas horas.

Fonte: NF Notícias.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: