Valor dos planos de saúde deve ter inédita queda

Tendência é que os planos de saúde coletivos sigam essa redução

 

Pela primeira vez na história, o valor dos planos de saúde individuais e familiares vai reduzir. A queda deve ser de, pelo menos, 8,19%, nos contratos que fazem aniversário de primeiro de maio deste ano até 30 de abril do ano que vem. A medida vale para contratos firmados a partir de janeiro de 1999 e afeta 9 milhões de pessoas, que correspondem a 18,7% dos usuários de planos de saúde no país.

A decisão foi tomada nessa quinta-feira, de maneira unânime, pela diretoria colegiada da ANS, Agência Nacional de Saúde Suplementar. Para definir o valor do reajuste, a agência reguladora olha para trás.

O ano de 2020 apresentou redução em todos os procedimentos atendidos pelos planos de saúde, como detalhou a gerente de Monitoramento Assistencial da ANS, Flávia Tanaka (confira acima a reportagem no player).

O diretor de Desenvolvimento Setorial Substituto da ANS, César Serra, afirmou que a frequência de uso da estrutura da saúde suplementar é um fator decisivo na definição do reajuste.

As operadoras de saúde são obrigadas a reduzir as mensalidades em 8,19% ou mais. As empresas não podem ignorar nem aplicar uma redução menor. Essa diminuição do preço deve ser feita de maneira retroativa para os planos individuais e familiares que fizeram aniversário em maio, junho e agora, em julho.

De acordo com o parecer técnico da ANS, a tendência é que os planos de saúde coletivos sigam essa redução das mensalidades.

Foi a primeira vez que a reunião para definir o índice de reajuste foi aberta ao público, no canal da ANS no YouTube. No ano passado, a agência reguladora autorizou os planos de saúde individuais e familiares a aumentar até 8,14%. A área técnica da agência reguladora avaliou que a redução do valor da mensalidade não prejudica a sustentabilidade das operadoras de saúde.

Edição: Jéssica Gonçalves e Luiz Claudio Ferreira

Por Victor Ribeiro, da Rádio Nacional – Brasília

Fonte: Agência Brasil

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