Zumbido no ouvido? Entenda as causas e tratamentos

Em algum casos, o incômodo leva a pessoa ao suicídio; grau do zumbido pode ser tranquilo ou enlouquecedor.

Idoso, adulto, jovem: não importa a idade, todo mundo pode vir a sofrer com o zumbido em alguma etapa da vida. Esse incômodo pode ser consequência de vários fatores, como ansiedade, disfunção metabólica, dor muscular, glicemia desbalanceada, tensão na região do pescoço, perda auditiva. Seja qual for o caso, especialistas alertam que zumbido sempre é sintoma de que algo não vai bem no organismo.

Em grande parte das ocorrências, esse incômodo ocorre por causa de algum problema de audição. Isso não significa, porém, que quem tem perda auditiva terá, necessariamente, zumbido. A fonoaudióloga Érica Bacchetti, especialista em audiologia, destaca que ele não causa surdez, apenas pode ser sinal de um quadro de surdez. “Nesses casos, é comum o zumbido acontecer antes mesmo da dificuldade de escutar e entender. Ele é sempre um sintoma, um alerta”, esclarece.

Em geral, a sensação é parecida: um ruído constante que o indivíduo não sabe de onde vem, nem como acabar com ele. Segundo Érica, o incômodo nem sempre é parecido com o barulho de insetos; em alguns casos, é semelhante com sons de uma cachoeira, em outros se aproximam ao apito de uma panela de pressão. Além disso, a pessoa pode ter zumbido em um dos ouvidos ou nos dois.

O que fazer?

O primeiro passo é tentar descobrir a real causa do ruído. O diagnóstico precisa sempre ser individual e estudado de forma separado. “Às vezes, é muito difícil descobrir a fonte do problema. Quando é relacionado a audição, uma das soluções é o uso do aparelho auditivo. A partir do momento que a audição é restabelecida, a tendência é que o indivíduo pare de perceber o barulho”, aponta a especialista.

Esse tratamento é possível fazer com a amplificação normal dos aparelhos. Hoje, há um recurso de gerador de som associado: além da amplificação pura, o fonoaudiólogo tem como ativar esse gerador de som para poder aliviar a sensação que o paciente sente. Tudo isso é possível após um exame de acufenometria (que mede a frequência e intensidade do zumbido) indicar o diagnóstico correto.

Na hora da avaliação, os profissionais notam que o zumbido tem uma intensidade sonora muito baixa, o que costuma mudar de paciente para paciente é o tanto que o zumbido incomoda. “Temos pessoas que convivem com isso há anos e não se incomodam, e vemos gente que chega transtornado no consultório, tem casos mais sérios que o incômodo é tanto leva a pessoa ao suicídio. O zumbido pode ser tranquilo ou enlouquecedor”, alerta a audiologista.

O médico otorrinolaringologista pode, ainda, indicar se o indivíduo precisa de alguma terapia associada ao uso do aparelho auditivo. Grande parte das pessoas que buscam o tratamento conseguem alguma melhora parcial e há ainda aqueles que relatam uma melhora completa. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 20% da população mundial têm algum grau de deficiência auditiva ou sofre com zumbido. No Brasil, são cerca de 28 milhões de pessoas.

Mas, como dica final, Érica Bacchetti ‘Especialista da Para ouvir’ ressalta a importância de atos saudáveis na luta contra o zumbido. “A pessoa precisa dormir bem, se alimentar corretamente, praticar atividade física. Em alguns casos específicos, ela pode fazer uso de alguma medicação que a ajude até o desconforto passar de vez”, finaliza.

Redação Folha Vitória

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